CBD e Imunossupressão
Os doentes a fazer CBD devem ter a máxima proteção relativamente ao contágio com COVID-19, uma vez que podem estar imunodeprimidos.
Os canabinóides, dentro dos quais se destacam o Canabidiol (CBD) e o Tetrahidrocanabinol (THC), são os principais constituintes da Cannabis sativa e interagem com os recetores canabinóides CB1 e CB2.
O THC, principal constituinte psicotrópico desta planta é um agonista parcial dos recetores CB1 e CB2 e tem uma forte influencia no nível de expressão e sinalização dos recetores de canabinóides e na libertação continua de canabinóides endógenos.
No que toca ao CBD, este tem uma elevada potência como antagonista dos agonistas de recetores CB1 e CB2 em células ou tecidos onde estes são expressos. Por esta razão, ele interage com o recetor CB2 tendo capacidade de inibir a migração de células imunes evocadas.
Estes compostos têm outros efeitos no organismo:
- Capacidade de modular a função dos linfócitos T e B, células NK e macrófagos;
- Diminuem/Modulam a resistência do hospedeiro a vários agentes infeciosos, tais como, vírus herpes simplex e agentes bacterianos como, por exemplo, Staphylococcus, Listeria, Treponema e Legionella;
- Modulam a produção e a função de citocinas imunes e de fase aguda.